Sou morena, mas formosa
Não reparem se eu sou morena,
foi o sol que me queimou.
Avise-me amado de minha alma
Enquanto o rei está em seu divã,
o meu nardo difunde seu perfume.
Um saquinho de mirra é para mim
o meu amado,
repousando entre meus seios.
O meu amado é pra mim um cacho
de cipro florido entre as vinhas de Engladi.
Marceira entre as árvores do bosque,
é o meu amado entre os jovens;
á sombra dele eu quis sentar,
com seu doce fruto na boca.
Ele me levou á adega,
e contra mim desfralda sua bandeira de amor.
Sustentem-se com bolos de passas,
dêem-me forças com maçãs,
que estou doente de amor.
Sua mão esqerda está sob minha cabeça,
e com a direita ele me abraça.
Antes que a brisa sopre e as sombras
se debatem, volte amado meu*!

